A autarquia amplia o acompanhamento dos mananciais, prepara medidas preventivas e reforça a transparência com a divulgação de um boletim operacional
Com a chegada do período de estiagem, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itabira reforçou as ações de planejamento e monitoramento dos sistemas de abastecimento em todo o município. A medida tem como objetivo acompanhar de forma permanente as condições climáticas e a disponibilidade hídrica, permitindo decisões antecipadas para preservar a segurança do abastecimento, além de garantir transparência nas informações prestadas à população.
Apesar de o cenário atual de abastecimento em Itabira estar dentro da normalidade, sem risco de desabastecimento, a implantação do plano é importante para estabelecer diretrizes, procedimentos e direcionar as responsabilidades para prevenir, monitorar e minimizar os impactos decorrentes da redução da disponibilidade hídrica durante o período de estiagem. Com as ações é esperado garantir a qualidade da água distribuída e a continuidade do abastecimento em toda a cidade.
De acordo com a diretora-presidente em exercício do Saae, Maria Edduarda Oliveira Fonseca, o planejamento antecipado é fundamental para enfrentar os desafios que podem ocorrer no período. “A autarquia acompanha permanentemente os indicadores técnicos, avalia o cenário e está se preparando para adotar medidas necessárias para assegurar a continuidade do abastecimento, em caso de um agravamento nos níveis dos mananciais”, disse.
Entre as principais iniciativas está a implantação do Boletim Operacional do Período de Estiagem, um novo canal oficial de comunicação que divulgará, de forma periódica, informações atualizadas sobre as condições dos sistemas de abastecimento, níveis dos mananciais, disponibilidade hídrica, além de condições operacionais e possíveis alterações que possam impactar o fornecimento de água. As atualizações serão feitas de acordo com a mudança de nível.
Além do monitoramento, o Saae está desenvolvendo um Plano de Emergência e Contingência, que estabelece protocolos técnicos para orientar a tomada de decisões diante de diferentes cenários. O documento define níveis de resposta, critérios de acompanhamento, equipes responsáveis e as medidas que poderão ser adotadas de forma proporcional à evolução das condições dos sistemas.
Outra frente importante do planejamento é o acompanhamento contínuo dos principais mananciais que abastecem Itabira. A equipe realiza avaliações constantes para verificar o comportamento dos níveis de água para planejar as operações com antecedência. Com isso, é possível respostas rápidas quando necessário. O monitoramento contribui para manter os sistemas operando dentro das condições adequadas e orienta a necessidade de ações preventivas.
Em caso de agravamento das condições climáticas, o Saae possui estrutura para mobilizar captação emergencial, recurso utilizado de forma temporária para reforçar a oferta de água ao sistema de abastecimento. A medida integra o conjunto de ações previstas para minimizar os impactos provocados pela redução da vazão dos mananciais durante períodos prolongados de seca.
Juntamente às ações operacionais, a autarquia está desenvolvendo uma série de conteúdos informativos em seus canais oficiais. A iniciativa visa conscientizar sobre o uso racional da água, principalmente no período de seca, além de informar a população do trabalho realizado diariamente pelas equipes do Saae.
Cenário em 2026
Embora o período de estiagem exija atenção em todos os anos, o cenário atual é mais favorável, se comparado ao registrado em 2025. No ano passado, uma estiagem prolongada levou o município a decretar Situação de Emergência Hídrica e adotar medidas como a captação de reforço ao Sistema Pureza e o Plano de Racionamento.
Este ano, o cenário é mais favorável. As chuvas se estenderam por um período superior ao esperado e o Saae antecipou o monitoramento intensificado dos mananciais, permitindo acompanhar de forma contínua a evolução das vazões e agir preventivamente sempre que necessário.
“Iniciamos o monitoramento intensificado de forma antecipada, o que nos permite acompanhar a evolução dos mananciais e tomar decisões técnicas com mais segurança. Embora o cenário seja mais confortável em relação ao ano anterior, seguimos atentos, porque o período exige acompanhamento e planejamento constantes”, afirma Grazielle Cristina Assis Carneiro, gerente de Produção e Tratamento.


