Vale amplia produção no Pará e reduz em Minas Gerais

Estudo da Vale apresentado aos investidores internacionais em maio prevê elevação da produção de Carajás Serra Sul, no Pará, de 90 para 150 milhões de toneladas após 2020. Somando com o previsto para a expansão do Projeto Ferro Carajás S11D a produção do complexo Norte deve alcançar os 260 milhões de toneladas e superar muito a produção de Minas Gerais que, no ano passado, foi de 190 milhões de toneladas. Já em 2018, o Pará bateu Minas, produzindo cerca de 200 milhões de toneladas.
Com parte da produção parada em Minas Gerais após o rompimento da barragem em Brumadinho, o aumento da produção no Pará, de 200 milhões para cerca de 260 milhões de toneladas, pode suprir a queda na oferta das unidades mineiras. A região do Médio Piracicaba concentra as maiores produções da mineradora, nas cidades de Itabira e São Gonçalo do Rio Abaixo.
A queda da produção em Minas em consequência das sentenças judiciais ou decisões internas diante das tragédias ocorridas ou pré-anunciadas, chega a 90 milhões de toneladas. Várias minas no Estado estão paralisadas para obras de descomissionamento.A Vale aponta como benefício do aumento de produção em Carajás a ampliação do processamento de minério a seco e redução do uso de barragens de rejeitos, elevando o método de 60% atuais para 70% em 2023. O teor de ferro em Carajás é elevado (acima de 64%) e o material só é britado e peneirado, enquanto em Minas a média é de 40%. No Pará, cerca de 80% dos quase 200 milhões de toneladas produzidas no ano passado foram processadas a seco. Em Minas são apenas 32% da produção no processo a seco.