Santa Bárbara tem risco de epidemia de dengue

Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Liraa) mostra que a cidade de Santa Bárbara apresenta risco de uma epidemia de dengue. O levantamento dos dados foi realizado em outubro e os resultados são preocupantes. Em Santa Bárbara, o Liraa foi registrado em 5,5, o que é considerado situação de risco para surto. A porcentagem indica que, de cada 100 imóveis pesquisados, em cinco foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti, que, além da dengue, transmite os vírus da zika e da febre chikungunya. Por Da redação – 13 de dezembro de 2018 Mosquito Aedes aegypti transmite além da dengue, os vírus da zika e da febre chikungunya A cidade vizinha de Barão de Cocais está em alerta em relação à doença, com Liraa registrado em 3,5. A maior parte dos focos do mosquito Aedes foiencontrada no lixo. Também em alerta estão os municípios de Itabira (2,8), João Monlevade (2,3), Santa Maria de Itabira (1,5) e São Domingos do Prata (1,3). Em situação mais confortável estão as cidades de Nova Era (0,9), Bela Vista de Minas (0,4), Bom Jesus do Amparo (0,2) e Guanhães (0,1). Nestas cidades os focos foram localizados em recipientes com água parada. Catas Altas, Rio Piracicaba e São Gonçalo do Rio Abaixo não registraram focos do Aedes e o índice de infestação nas cidades é considerado zero. Em 2018, os casos prováveis de dengue em 11 meses já superaram os de todo o ano passado. Boletim epidemiológico divulgado nesta semana pela Secretaria de Estado de Saúde mostra que já são 26.721 notificações, o que engloba diagnósticos confirmados e suspeitos. O número representa 3% a mais que em todo o ano passado, quando foram 25.933 registros. O ano também pode terminar com número de mortes maior. Já foram confirmados oito óbitos pela doença. Ainda há 13 casos sendo investigados. No ano passado foram 19 casos fatais da doença. Em relação à febre chikungunya, Minas Gerais registrou 11.697 casos prováveis da doença, a maioria na região do Vale do Aço. Este ano foi confirmada uma morte pela doença. Outras duas estão em investigação. No caso da zika, foram registrados 163 casos prováveis da doença, sem registro de óbito.