Redução histórica – Taxa de mortalidade infantil itabirana se equipara a países desenvolvidos

Pelo segundo ano consecutivo a taxa de mortalidade infantil – que expressa o número de crianças que morrem antes de completar um ano de vida a cada mil nascidas vivas – reduziu em Itabira. Com 6,23 para cada mil nascidos vivos apurados em 2018 – o menor indicador da história –, o Município apresenta taxa menor do que o país, o Estado, os municípios da microrregião e o que é mais satisfatório: índice que equipara aos países desenvolvidos.

Em dois anos, a redução já chega a 53,89% em comparação com 2016. Em 2017 foi registrada a maior queda da história: 49% comparados com o ano anterior. A taxa que era de 13,51 para cada mil nascidos vivos, caiu para 6,98. No ano passado, o indicador continuou a cair: chegou a 6,23/1000, redução de 11% em comparação com os dados de 2017. As informações estão registradas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), ambos do Governo Federal. O índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 mortes para cada mil nascimentos.

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Os dados mostram que Itabira tem taxa de mortalidade infantil menor que a das maiores e mais desenvolvidas cidades do Brasil e de Minas Gerais: Itabira (6,2/1000), Curitiba (8,3/1000), Belo Horizonte (10,4/1000) e Juiz de Fora (11,9/1000). Além disso, a taxa de mortalidade infantil itabirana é semelhante à dos países desenvolvidos (Canadá – 4,5/1000; USA – 5,8/1000), melhor, inclusive, que a de muitos países europeus/ asiáticos (Rússia – 6,8/1000).

De maneira geral, o índice reflete as condições de desenvolvimento socioeconômico e infraestrutura ambiental, bem como o acesso e a qualidade dos recursos disponíveis para atenção à saúde materna e da população infantil. Este é o indicador internacionalmente utilizado por refletir a qualidade de saúde de um local.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares Assis Figueiredo, a reorganização da Atenção Materno Infantil em Itabira foi um dos fatores determinantes para a redução da taxa da mortalidade infantil na cidade. “A redução desta taxa está diretamente ligada a um conjunto de políticas públicas aplicadas em Itabira. Algumas são resultados de importantes parcerias em toda a rede de atenção: primária, secundária e hospitalar”, explicou.

Entre as ações estão a melhoria na qualidade do atendimento pré-natal (cobertura da atenção primária, oferta de exames complementares para a gestante, serviço de atenção à gestação de alto risco), assistência nas maternidades do Hospital Nossa Senhora das Dores e como referência ao SUS, no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC) que oferece retaguarda qualitativa a toda rede pública materno infantil, além do acesso à vacinação. Todos os cuidados, aliados à parceria das pastorais da saúde, família e criança, e ao rotineiro monitoramento por meio do Comitê de Mortalidade Materno Infantil e Fetal levam ao melhor resultado.

“O atendimento à gestante, feito ao longo da gravidez, é fundamental para garantir o nascimento de um bebê saudável. A atenção diferenciada no momento do parto, aliada a um acompanhamento atento e permanente no primeiro ano de vida, incentivo ao aleitamento materno, a vacinação, consultas médicas e de enfermagem de rotina são ações importantes para garantirmos a saúde do bebê e da parturiente assim como a assistência à gestante de alto risco. É importante combinar estratégias para alcançarmos índices satisfatórios que elevem a qualidade de vida da população. Nossa meta é essa e estamos deixando um legado promissor para Itabira, disse Rosana Linhares.”

O prefeito Ronaldo Magalhães disse estar muito feliz com o resultado alcançado em Itabira. Ele explicou que é necessário muita dedicação às políticas públicas de saúde para alcançar um índice tão satisfatório.

“Hoje em dia é muito difícil oferecer saúde de qualidade no Brasil. O Governo doEstado, por exemplo, deixa de nos repassar valores absurdos. Ou seja, o que é de responsabilidade do Estado e ele não cumpre, somos nós que cumprimos e pagamos a conta. Temos uma estrutura de saúde bastante cara porque é grande. Temos muitos mecanismos de atendimento. Por isso, estamos trabalhando muito em busca de alternativas para que esta estrutura continue atendendo bem a população. A queda da taxa de mortalidade infantil em Itabira nos coloca em um índice como os de países da Europa. No Brasil, poucas cidades chegam a este índice. Então, para alcançar o resultado que alcançamos é necessário uma dedicação muito grande às políticas públicas de saúde”, declarou o prefeito.

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