Professor e dono de curso pré-vestibular é preso após denuncia de abuso sexual contra duas ex-alunas

Um dos donos de um curso pré-vestibular foi preso na manhã de quarta-feira (7) suspeito de conduta sexual imprópria contra duas ex-alunas em João Monlevade. Em uma entrevista coletiva concedida na sede da Delegacia Regional, o delegado regional Paulo Tavares e o promotor da Infância e Juventude, Rodrigo Fragas, esclareceram que o empresário, que também é professor, teria utilizado de seu cargo para obter vantagem sexual contra as estudantes, uma maior e outra com idade entre 14 e 18 anos. Durante a entrevista, não foi informado o nome do professor. Porém, mais cedo, o delegado regional Paulo Tavares informou que se tratava de Luiz Cláudio Hosken dos Santos. 

Na coletiva, o promotor disse que segundo denúncias, o autor teve conduta sexual imprópria contra as estudantes, porém não especificou quais crimes foram cometidos, para resguardar a dignidade das vítimas. A primeira denúncia foi feita por uma das ex-alunas, acompanhada da mãe, ao Ministério Público, que desde abril investiga o caso. 

A prisão do empresário, que também é dono de um pré-vestibular em Itabira, aconteceu na manhã desta quarta-feira (7), por volta de 6h30, quando a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e na sede do pré-vestibular, que fica no bairro Carneirinhos. Ele estava em casa e, em depoimento à Promotoria de Justiça, começou respondendo às perguntas, mas depois reservou-se ao direito de permanecer em silêncio. 

Na casa do empresário, foram apreendidos materiais de informática, que serão periciados após autorização judicial. O promotor Rodrigo Fragas, no entanto, disse não acreditar que o homem seja pedófilo. No local, havia ainda uma pequena porção de maconha. Segundo a polícia, ele já tinha passagens por agressão e uso de drogas. Ele está preso preventivamente no Presídio de João Monlevade.

O promotor e o delegado pediram para que outras possíveis vítimas procurem a Polícia Civil, a Polícia Militar ou o Ministério Público e denunciem.