Ministério Público ouve moradores de Barão para identificar danos a patrimônios

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), começou a ouvir na quarta-feira, (4), em Barão de Cocais, uma representantes das comunidades evacuadas em razão do risco de rompimento da barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, de responsabilidade da Vale. A ação buscou detectar lesões ao meio ambiente cultural, sobretudo em relação ao patrimônio imaterial.
Segundo a promotora de Justiça Giselle Ribeiro, coordenadora do CPPC, por meio das oitivas, o MPMG tenta identificar práticas e tradições que deixaram de ser realizadas, modos de viver típicos, a relação de pertencimento das pessoas ao território e os laços comunitários desfeitos, entre outros, devido à evacuação da área em que moravam.

Evacuação
No dia 7 de fevereiro, a Vale formalizou a situação de emergência referente à barragem Sul Superior. Houve acionamento da situação de emergência I do PABEM, em razão da existência de risco significativo de ruptura. Além disso, a Agência Nacional de Mineração (ANM) acionou a Defesa Civil.

Em função do que foi relatado e, após consulta à gerência da ANM, decidiu-se que a empresa deveria acionar o Nível 2 de Emergência e proceder à imediata evacuação da população a jusante, inserida na Zona de Autossalvamento (ZAS).

Aproximadamente 500 moradores das comunidades de Socorro, Tabuleiro, Piteiras e Vila Congo, todas situadas no Município de Barão de Cocais, tiveram que deixar suas casas e locais de origem, abandonando todos seus pertences e sua história.