GRS de Itabira nega projeto de centro de hemodiálise para Barão de Cocais

A Gerência Regional de Saúde (GRS), que tem sede em Itabira, barrou a implantação de um centro de hemodiálise em Barão de Cocais. Documento assinado pela diretora da GRS, Maria Aparecida Oliveira, declara que “não existe viabilidade assistencial e financeira que justifique a implantação de um novo serviço de Atenção Especializada em Doença Renal Crônica”. O mesmo serviço já existe no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD).
O ofício 079/2019 da GRS foi encaminhado à Prefeitura de Barão de Cocais no dia 23 de dezembro, mas só veio a público na reunião do Conselho Municipal de Saúde daquela cidade, anteontem, após os conselheiros requisitarem informações sobre o processo de implantação do serviço de hemodiálise. A reunião foi em uma sala da Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro, no bairro Vila Regina, com presença da secretária municipal de Saúde, Joseane Batista.
O documento da GRS também é assinado pela coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde, Tatiana Gomes Vieira Fonseca, e por Ismar João Cândido, que é referência técnica em alta complexidade do mesmo núcleo. O “estudo de viabilidade” conclui que os serviços de hemodiálise existentes em Itabira e João Monlevade “são suficientes” para atender à demanda regional.
A GRS também cita que, para habilitação da alta complexidade, é necessário que o serviço esteja em funcionamento e de acordo com a legislação específica; que há projeto em andamento para ampliação da hemodiálise em Itabira; e ainda que esse é um serviço de alto custo, necessitando de um número considerável de pacientes para garantir sua sustentabilidade.
O “parecer” menciona ainda que “não existe nenhum registro formal por parte dos municípios da microrregião de Itabira ou de outra microrregião [João Monlevade] expressando o desejo de transferência de pacientes para outro serviço”.